Milão: "Super-Ciclovia" fica pronta até 2035



Rádio Arquitetura | 21JAN2022


Projeto Biciplan "Cambio"

Como parte da política de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte, o Conselho Metropolitano de Milão aprovou seu projeto Biciplan “Cambio”, um novo sistema que introduz corredores chamados “superciclo” por toda a cidade. Assim, o projeto tem como objetivo valorizar o ciclismo, a preservação ambiental e a segurança e o bem-estar da população. O plano complementará as ciclovias já existentes com a adição de 750 quilômetros de novas vias que ligarão as 133 comunas da cidade à região metropolitana, aumentando a cobertura interna do sistema de vias em 10% e 20% em uma escala maior.



Investimentos pesados

Conforme explicado pela secretária de mobilidade urbana Beatrice Uguccioni, 250 milhões de euros serão investidos na abertura de 24 ciclovias, 4 linhas circulares e 16 linhas radiais. O objetivo disso é diminuir as emissões de gases e o trânsito, além de garantir mais segurança para ciclistas e motoristas, já que não terão mais que compartilhar as mesmas vias. Beatrice também explica que "este é um projeto único na Itália, pois é o primeiro a ser acompanhado por um plano estratégico. Nosso desejo é implantar uma rede de ciclovias por toda região metropolitana, conectando-a com Milão e repetindo o que já fizemos com a fibra ótica".




Tecnologia a favor da mobilidade e sustentabilidade

As super ciclovias da rede “Cambio” serão acompanhadas por um sistema de fibra ótica e permitirá o uso inteligente da infraestrutura, como a adequação da iluminação pública conforme a necessidade e informação em tempo real exibida ao longo dos percursos. Estacionamentos e estações também serão implementados ao longo dos corredores. Ao ser concluído, o projeto fará com que 80% dos equipamentos e serviços públicos, como hospitais, escolas e empresas, estejam a menos de um quilômetro de uma ciclovia.



Paris, a próxima

Há alguns dias, a Comissão Europeia adotou várias propostas de mobilidade urbana que reduzem 90% das emissões de carbono, dando um passo mais perto da implementação do Pacto Verde Europeu. O conjunto de propostas inclui o desenvolvimento e modernização da rede RTE-T, um conjunto de linhas ferroviárias, vias navegáveis internas e estradas que ligam 424 grandes cidades de países da União Europeia, bem como a disponibilização de novas conexões entre linhas ferroviárias de alta velocidade. Seguindo a mesma ideia, a cidade de Paris anunciou que investirá 250 milhões de euros na atualização de sua infraestrutura cicloviária e expandirá sua rede de ciclovias com o objetivo de se tornar completamente acessível para bicicletas. O investimento da capital francesa vem por meio do Bike Plan, um projeto urbano de 5 anos que reforça a presença de bicicletas, oferecendo rotas seguras e bem conectadas para ciclistas e pedestres, com o objetivo de torná-la "uma das cidades mais amigáveis do mundo para bicicletas" até 2026.


Ainda neste ano

As obras do projeto Cambio serão inauguradas no final do verão de 2022. As primeiras obras serão feitas no primeiro ramo da Linha 6, que liga Segrate ao Idroscalo, pela Rivoltana. A segunda etapa será a construção das redes de apoio, em Adda Martesana, entre a Linha 4 e as Ecopistas G1 e G2.



Texto original: Dima Stouhi / Archdaily

Autoria das imagens:

Foto 1: Prefeitura de Milão

Foto 2: Shutterstock/ bepsy

Foto 3: Ștefan Jurcă

Foto 4: Shutterstock/ RossHelen


Redação Rádio Arquitetura

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