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Empresa do Reino Unido constrói estradas com plástico retirado do oceano

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Se a extração e o uso de petróleo já provocam por si um terrível impacto ambiental, é também a partir dessa matéria-prima fóssil que se fabrica o plástico que, depois de utilizado, se tornará um dos tipos de lixo mais duradouros e poluentes. Inversamente proporcional ao mal que tal ciclo é capaz de provocar ao ambiente é a brilhante solução que a empresa inglesa MacRebur encontrou para combater tal cadeia como um todo: construir estradas a partir dos resíduos plásticos retirados dos oceanos e de aterros sanitários e lixões.

Tal qual o plástico, o asfalto utilizado tradicionalmente para a feitura de rodovias também tem no petróleo sua matéria-prima. Com isso, após 18 meses de testes a fim de reutilizar as toneladas de plástico desperdiçadas como substituto do petróleo na feitura de estradas, a empresa chegou ao MR6, um “aditivo aglutinante de alto desempenho” criado a partir da mistura do plástico com betume, capaz de oferecer não só uma utilidade para todo esse lixo plástico, como também de diminuir o uso do próprio petróleo na fabricação de asfalto.

O impacto é, no entanto, ainda maior: o MR6 constrói estradas até 60% mais resistentes e duradouras que o asfalto tradicional com um custo consideravelmente menor – e ainda reduzindo a presença devastadora do plástico no mar e na natureza de modo geral. Segundo os sócios da MacRebur, uma tonelada de asfalto reutiliza de três a dez quilos de resíduos, e potencialmente ainda pode ser capaz de aquecer mercados e até mesmo criar novas oportunidades de emprego ao redor da coleta e reutilização do lixo plástico.

São três desafios globais resolvidos com uma só grande ideia: oferecer utilidade às milhões de toneladas de plástico dispensadas, reduzir os custos bilionários da feitura de novas estradas e ruas, e criar asfaltos mais resistentes e duradouros, reduzindo assim também os custos da manutenção e reparo de tais asfaltos.

 

 

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