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Cidades modernas estão adoecendo?

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Quase sempre quando pensamos em uma grande cidade, metrópole, nos vem à cabeça cidades densamente habitadas e raramente organizadas. Isso porque a expansão nunca vem seguida de planejamento (salvo raras exceções).

Outro fator que vem contribuindo com a “insalubridade” das cidades é a verticalização exagerada das edificações. Cidades antes que possuíam bairros com lotes e unidades unifamiliares, hoje comportam edificações, na sua totalidade, multifamiliares de alta densidade.

O planejamento urbano (sanitário e viário) não acompanha na mesma velocidade a demanda habitacional. Enquanto a morosidade das administrações públicas leva décadas para ampliar os serviços básicos, o mercado imobiliário se mantem muito mais acelerado.

Ruas estreitas e de baixo fluxo, recebem uma descarga assustadora de automóveis de novas edificações, antes apenas com fluxo local. Até que a cidade se adeque a essa nova realidade, a ampliação já não é satisfatória.

A pergunta é: “até quando a administração pública deverá se curvar para a especulação imobiliária? e a que preço?”. Residências insalubres, sem ventilação e iluminação naturais adequadas, apelando cada vez mais para os recursos mecânicos, tentando atender as “falhas” no projeto.

Considerada a cidade mais verticalizada do Brasil, Balneário Camboriú hoje, pena com o abuso das alturas das edificações costeiras que simplesmente “furtou” o direito dos usuários ao sol da praia. Frequentei a cidade quando criança na década de 1990 e sempre teve um potencial para esse crescimento desacerbado. Mas jamais se imaginou uma edificação na avenida beira mar com 177,3 metros de altura e 46 andares. Fico pensando no “despejo” dos automóveis nos horários de pico. Ou a impossibilidade de se manter as janelas abertas do apartamento do 30° andar sem que o vento “varra” tudo por dentro. Ou a sensação de atravessar uma tempestade de ventos fortes no 40° andar.

Isso não considerando os que estão em construção. Entre eles: “One Tower” com altura de 280m e 77 andares e conclusão prevista para 2020.

 

Além de ser, esteticamente, uma edificação de gosto ao menos duvidoso devido ao seu corpo extremamente delgado.

 

Para finalizar, acredito muito que a arquitetura ainda se sobressaia, pensando sempre e unicamente no bem estar dos usuários e sem se curvar (ao menos tanto) para o mercado imobiliário.


SOBRE O AUTOR:

rodrigo

Rodrigo Santos é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Luterana do Brasil em 2007, com experiência em projeto de arquitetura industrial, arquitetura comercial e arquitetura residencial.

Apaixonado por arquitetura moderna.

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