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Arquitetura Hospitalar

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Há 12 anos trabalho com projetos de reformas para residenciais geriátricos. Nesse período estudei, aprendi e li muito a respeito, até que senti a necessidade de fazer uma especialização em Arquitetura Hospitalar para ter mais domínio do assunto e melhorar a qualidade dos meus projetos.

O número de residenciais geriátricos(ILPI) vem aumentando muito nesses últimos tempos, pois acaba sendo uma ótima alternativa para que os idosos possam ser bem cuidados e também tenham uma melhor rotina e companhias. Esses residenciais precisam ser bem estruturados e atender uma série de leis para receber e cuidar dos idosos.

Segundo dados da  Organização Mundial da Saúde, (OMS) até 2050 a população com mais de 60 anos passará de 11% para 22% chegando a 2 bilhões de pessoas. Destes, 395 milhões terão mais de 80 anos. O Brasil por sua vez chegará a 60 milhões contra os 21 de hoje. Será que as cidades e as casas estão preparadas para o envelhecimento da população?

Com esses dados fico pensando: o quanto estamos preparados para esses números? E também no quanto estamos nos preparando para que esses idosos vivam melhor, com mais segurança e dignidade?

São pequenos detalhes que farão com que eles vivam com maior segurança (…)

Essas mesmas preocupações que tenho ao projetar um residencial geriátrico, vejo que algumas delas  podemos ter nas casas dos nossos clientes, pais e/ou avós. São pequenos detalhes que farão com que eles vivam com maior segurança evitando acidentes domésticos.

As pequenas quedas são responsáveis por altos índices de mortes dos idosos, por isso vale muito todo e qualquer cuidado e, por isso, precisamos observar alguns detalhes, como:

  • O uso de tapetes soltos  não deve ser permitido em nenhum ambiente;
  • Pisos escorregadios, brilhosos e que causam reflexos;
  • Ter os ambientes claros e bem iluminados e não usar lâmpadas que ofusquem, como as transparentes ou muito fortes. Lâmpada leitosa é a melhor indicação;
  • Usar tintas com tons claros, sem brilho e com uma cor diferente do piso para causar contraste e, assim, fazer com que eles possam distinguir bem os planos;
  • Instalar barras de apoio dentro e fora do box e ao lado do vaso sanitário;
  • Evitar box de vidro e dar preferência as cortinas de plásticos mais grossas;
  • Escadas devem ter corrimãos bem fixados em ambos os lados. Os degraus devem ter lixas ou fresados nas pontas e ter luz amena, indicativa nos espelhos dos degraus;
  • Usar luz de vigília instaladas junto ao piso nas circulações, próximo de portas de saídas dos quartos, banheiros e porta principal e mantê-las acesas durante a noite;
  • Não utilizar camas altas, móveis muitos baixos, sofás e poltronas muito profundas, móveis com vidros. Utilizar relógios com números grandes e/ou digitais;
  • Deixar áreas livres para circulação para que possam se locomover com segurança;
  • Evitar pequenos desníveis. Para isso basta fazer leves rampas com uso de soleiras;
  • Animais domésticos e principalmente os de pequenos porte podem provocar quedas nos idosos.

O idoso tem dificuldade de locomoção, de levantar os pés pra caminhar e muitos usam bengalas, andadores e até cadeiras de rodas. Eles tem dificuldades para enxergar e sentem tonturas com muita facilidade, por isso fique atento a esses detalhes na hora de projetar uma residência para pessoas com idade mais avançada e ao fazer um projeto de reforma.

Viver com segurança traz mais tranquilidade para família, ajuda na qualidade de vida e garante uma maior longevidade de um idoso.

 


Sobre a autora:

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Adriana Garcia é Pós-Graduanda em Arquitetura Hospitalar pelo Fas Saude – IAHCS e  Graduada em Arquitetura & Urbanismo pela UNISINOS em 01/1998

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